CEO do JPMorgan critica Clarity Act e fundador da Coinbase
Jamie Dimon, o CEO do JPMorgan, deixou claro que não está a favor do Clarity Act, um projeto de lei que pretende dar mais clareza regulatória ao mercado de criptomoedas, incluindo as stablecoins, e que também afeta os bancos.
Em uma conversa descontraída com a Fox Business, Dimon não economizou críticas ao fundador da Coinbase, Brian Armstrong, afirmando que ele “só fala besteira”. A tensão entre eles parece estar em alta.
A senadora americana Cynthia Lummis defende que o tempo está se esgotando para a aprovação do Clarity Act. Segundo ela, se o projeto não for aprovado logo, a próxima chance só virá em 2030. E ela avisa: isso pode abrir espaço para que outros países se tornem líderes nesse setor dinâmico.
JPMorgan e a Questão das Stablecoins
Jamie Dimon sempre foi um crítico vociferante das criptomoedas. Em 2022, ele chegou a chamá-las de “pedras de estimação”. Mesmo com todo o avanço no setor nos últimos anos, o executivo reafirmou em 2025 que o Bitcoin não tem valor intrínseco.
Recentemente, interrogado sobre o Clarity Act, Dimon respondeu que se outras empresas querem atuar como bancos, elas devem seguir as mesmas regras. Isso inclui práticas essenciais como AML (anti-lavagem de dinheiro), KYC (conheça seu cliente) e o Bank Secrecy Act.
Ele destacou a necessidade de um tratamento equitativo: “Temos exigências para abrir agências em áreas carentes. Temos normas de liquidez e capital. Somos supervisionados por cerca de 84 reguladores. Apenas pedimos justiça”, afirmou.
Ele também reconheceu que outras empresas têm feito um bom trabalho e mencionou suas preocupações com as stablecoins. O JPMorgan já lançou sua própria moeda, a JPM Coin.
Dimon explicou que a emissão de stablecoins pode ser problemática. “A primeira carteira pode ser legítima, mas a segunda pode estar nas mãos de um traficante de pessoas. Precisamos de cuidado”, alertou.
Conflito com Brian Armstrong
Dimon não está satisfeito com a forma como o Clarity Act está sendo tratado atualmente. Ele acredita que o projeto permitirá que empresas paguem juros sobre stablecoins sem as proteções necessárias. Isso, segundo ele, não será aceito pelos bancos.
A crítica a Armstrong foi direta: “Ele está gastando centenas de milhões de dólares em Washington”, ressaltou. Nas redes sociais, Armstrong até postou um meme com os dois se encarando, mas não comentou as declarações de Dimon.
Urgência para o Clarity Act
Saindo da disputa entre os dois executivos, a senadora Cynthia Lummis faz um apelo urgente. Ela acredita que os Estados Unidos precisam aprovar o Clarity Act o mais rápido possível, já que essa pode ser a última oportunidade até 2030.
Em suas palavras: “A próxima chance de legislar sobre ativos digitais será provavelmente em 2030. Até lá, desenvolvedores estarão expostos, sem proteções legais.”
Lummis também enfatizou que, se os EUA não se apressarem, podem perder a posição de liderança que mantêm no sistema financeiro global. Segundo ela, “O Clarity Act é nossa chance de garantir que os Estados Unidos liderem o futuro financeiro”.
Assim, a discussão sobre a regulação das criptomoedas segue intensa, com opiniões diversas e prazos apertados no horizonte.





